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Terça, 18 Novembro 2008 09:46

Ecopistas ou como queiram lhes chamar

A adaptação de antigas linhas ferroviárias a ecopistas/cliclovias (circulação restrita a pedestres e veículos não motorizados) é um processo que se vulgarizou nos países ocidentais e que nos últimos anos alargou-se a Portugal.
Vias Verdes, Voies Vertes, Voies Douces ou Greenways, são algumas das designações internacionais destas infra-estruturas. Portugal é dos poucos países europeus que se viu compelido a adoptar um nome diferente, em virtude da BRISA ter patenteado o nome primeiro (Via Verde).
Uma das primeiras ecopistas do Norte foi inaugurada entre Valença e Monção ao longo do Rio Minho, com uma paisagem fantástica.
Nos últimos tempos tem surgido ecopistas construídas de raiz, pois os percursos aproveitando antigas linhas do caminho-de-ferro não abundam no litoral.
Embora não haja regras rígidas para a construção de ecopistas é aceite genericamente na Europa, um conjunto de critérios, a saber:
 
- Declives inferiores a 3%;
- Interdição a veículos motorizados;
- Independência em relação a outras vias de circulação;
- Reduzido número de cruzamentos com outras estradas;
- Continuidade do uso público da via.
 
As Ecopistas são concebidas como percursos na Natureza, uma vez que percorrem, de uma forma geral, zonas rurais ou naturais com interesse paisagístico, devendo o seu piso ser permeável, de terra batida ou saibro, para manter essa característica de caminho rural. Nos troços urbanos que eventualmente se tenham desenvolvido ao longo destes percursos, o pavimento poderá ser impermeável (em asfalto ou betão), mantendo-se as outras características.
 
As características deste tipo de percurso podem resumir-se em cinco palavras-chave:
 
  • Acessibilidade: não há limitações impostas pela idade nem pelas aptidões físicas dos utilizadores – ao contrário do que sucede com os desportos ditos radicais e dado que os percursos são públicos, nem mesmo pela sua situação económica.
  • Segurança: não há risco de acidentes de tráfego, havendo limites de velocidade para os ciclistas e, muitas vezes, separação da via em faixas destinadas a cada tipo de utilizador; não há risco de acidentes geológicos, como desabamentos, nem de queda de árvores, porque se pressupõe uma manutenção frequente; não há risco de queda de ciclistas, mesmo inexperientes, porque não há declives grandes; não há risco de queda em lugares como as pontes porque estarão protegidas com grades laterais; o risco pessoal, em termos de assaltos, por exemplo, também é reduzido, devido ao cariz das regiões em que se inserem estes percursos, ao número de utilizadores que geralmente afluem e à habitual presença de serviços ao longo do percurso.
  • Comodidade: não há declives acentuados nem curvas apertadas; o piso é antiderrapante e adequado para todo o tipo de utilizadores; há poucos cruzamentos e obstáculos.
  • Tranquilidade: a segurança e a comodidade permitem que os utilizadores desfrutem do património cultural, natural e paisagístico na sua integridade.
  • Facilidade: estes percursos são geralmente dotados de sinalização, informação, interpretação e serviços adequados.
 
 
 O Concelho de Caminha, não tem qualquer via férrea desactivada, mas já tem em funcionamento três pequenos troços de ecopista entre Vila Praia de Âncora e Caminha. O primeiro liga o Lugar de Esteiró à foz do Minho, o segundo liga o Lugar da Meia Légua em Moledo ao Lugar da Cruz Velha em V. P. de Âncora e o terceiro foi construído ao longo da marginal norte em V. P. de Âncora.
É sobre estes troços e as suas características que me irei debruçar, visto que defendo há bastantes anos a construção de meios que suportem a prática do pedestrianismo e o turismo de natureza.
O Concelho de Caminha tem um elevado potencial turístico, que por insuficiência de investimento e de promoção, está praticamente consignado à vertente de praia e sol, sendo descuradas todas as outras valências onde se insere, por exemplo, o turismo de natureza.
Nos últimos anos exceptuam-se algumas iniciativas na área da Serra D’Arga e dos desportos radicais, por parte de agentes privados, que não tem tido a devida correspondência por parte das instituições públicas, nomeadamente as autarquias.
Por isso, a construção de uns escassos quilómetros de ecopistas, são uma autêntica lufada de ar fresco no panorama ambiental e turístico do Concelho.
 
Ecopista da Foz do Minho – Nasceu de uma parceria do Ministério do Ambiente e da Câmara de Caminha, liga o Lugar de Esteiró (Av. Dantas Carneiro) à Foz do Minho, acompanhando a margem esquerda do Rio Minho.
Construída em madeira, integra-se perfeitamente no ambiente ribeirinho e na mancha verde da orla da Mata Nacional do Camarido. Está equipada com pontos de água, bancos de descanso e iluminação adequada.
Discordo da utilização de ripas de madeira emendadas e da utilização de pregos vulgares para as fixar, não sendo atendido o facto da ecopista estar implantada a meia dúzia de metros do rio, um ambiente húmido e corrosivo, que em poucos anos destrói tudo o que seja ferroso.
Tem havido algumas queixas acerca da falta de ordenamento dos locais de estacionamento e da supressão da raquete de inversão de marcha no final do ramal do Camarido, mas o resultado da intervenção parece-me globalmente positivo.
 
Ecopista entre Moledo e V. P. de Âncora – Construída na valeta poente da antiga EN-13, piso em betuminoso e lancil de separação da estrada em cimento.
Este troço a que chamaram “Caminho dos Sargaceiros” poderia ser melhorado pois na forma actual não passa de um passeio largo, pintado com uma cor garrida e despropositada. Não possui iluminação, nem pontos de água, nem sítios para descanso.
Em minha opinião poderia ter sido executado em material poroso, com uma cor semelhante ao saibro e ser dotado dos equipamentos de apoio em falta que já referi. Alem disso, podia dispor ao longo do percurso alguns equipamentos ou serviços de apoio como WC, lugares de estacionamento ou parque infantil.
 
Ecopista entre o Bairro dos Pescadores e a Cruz Velha – Baptizada como “Caminho das Camboas” tem revelado graves deficiências de concepção, visto que está a ser executada sem projecto. De uma obra prometedora, transformou-se gradualmente numa mancha betonada, quase da largura da estrada adjacente.
Começou por ter uma via dupla com um separador central, próprio para o desenvolvimento de uma sebe vegetal, que foi posteriormente (e inexplicavelmente) betonado.
Foram criadas duas enormes lombas na estrada com o intuito provável de diminuir a velocidade de circulação e servirem também de passadeiras para peões. Mais tarde foi acrescentada outra lomba, sendo que as duas primeiras estão demasiado perto de curvas, logo, muito perigosas. Aparentemente a razão que norteou a sua construção foi a segurança, mas conseguiu-se exactamente o contrário, criando-se uma zona com dois possíveis pontos de despiste e acidente. Se havia vontade de colocar lombas para se diminuir a velocidade, há no mercado materiais pré fabricados em produtos sintéticos, de fácil aplicação e com a vantagem de serem amovíveis.
Quando se pensava que a ecopista estaria na sua versão definitiva, começaram a construir uns canteiros triangulares na baia de estacionamento, para plantação de árvores. Mais outra solução errada, que limita os lugares de estacionamento em cerca de 30%. Por outro lado, as árvores irão projectar a sombra sobre a estrada (o sol roda pelo sul) quando seria desejável que a sombra atingisse a ecopista.
Tal como a ecopista entre VPA e Moledo, o piso é betuminoso, impermeável e colorido, não se integrando na paisagem de orla marítima, criando um forte e desajustado impacto visual.
Foi construído um talude em terra para remate do lado do mar, não tendo sido levado em conta o escoamento das águas pluviais da ecopista, ocasionando a abertura de regos e o desaparecimento da terra do talude em muitos pontos.
Também não foram previstos acessos aos diversos pesqueiros da zona, excepto à praia das Camboas, executado em madeira e com um aspecto bastante agradável.
O início da ecopista, junto do Bairro dos Pescadores está servido por parque de estacionamento, mas no outro extremo termina abruptamente numa curva. Deveria ser executada uma ligação à ecopista de Moledo que passa a menos de cinquenta metros de distancia no outro lado da linha do caminho de ferro, havendo um local apropriado para executarem a ligação das duas ecopistas através de uma passagem inferior à via ferroviária. É incompreensível como não foi prevista, assim como é incompreensível este desnorte numa obra simples, que nem requer grandes conhecimentos técnicos. Tal como a anterior, esta ecopista não está dotada de pontos de água tem apenas um local de descanso bastente agradável e há cerca de dois meses que não dispõe de iluminação.
 
Sobre esta problemática das ecopistas, penso que o primeiro passo deveria ter sido o estudo de viabilidade de ligar a Freguesia de Âncora, a sul, com a Freguesia de Lanhelas, a norte, percorrendo o litoral marítimo, a zona dunar, o pinhal, o sapal e as margens fluviais, dando a conhecer alguns dos ecosistemas do Concelho de Caminha.
Depois, faseadamente, deveriam ser criadas as condições de executar os diversos troços, mas de forma articulada. Não podemos é continuar a fazer ecopistas “à vontade do freguês”, sob pena de estar a gastar-se dinheiro em soluções erradas, que tarde ou cedo terão de ser rectificadas.
E já que falamos de ecopistas não posso deixar de referir a implantação de um corredor encarnado no passeio da Avenida Dr. Ramos Pereira, que alem de ser esteticamente desadequado, induz em confusão os utentes.
Pior, só a faixa de betuminoso aplicada junto ao Parque Ramos Pereira em substituição do passeio e da sebe de protecção, obra inacabada há dois anos e que mais uma vez revela falta de planeamento e de projecto.
A par das ecopistas, já poderiam estar a ser estudados um conjunto de trilhos de natureza, património onde o Concelho de Caminha tem um capital impar.
 
Em conclusão, considero que a construção das ecopistas foi um passo positivo, embora com defeitos de concepção e execução perfeitamente desnecessários. Com um pouco de bom senso, entendo que parte desses erros ainda põem ser corrigidos e o resultado final ser bastante mais positivo.
 
Brito Ribeiro
 
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Terça, 18 Novembro 2008 09:38

COMISSÃO DE COMBATENTES DO ULTRAMAR DO CONCELHO DE CAMINHA

Continua a trabalhar em prol da memória de todos quantos combateram nas províncias ultramarinas
Como é do conhecimento geral a Guerra do Ultramar, também conhecida por Guerra Colonial, decorreu no período de 1958 (Índia) a 1974-04-25, embora se tenha prolongado até 1975, devido à descolonização das Províncias Ultramarinas. Foi na Província de Angola que se iniciaram as operações dessa guerra fratricida (1961), estendendo-se a seguir às Províncias da Guiné e de Moçambique, locais onde se registaram a maior parte dos falecidos em combate.
Das oito Províncias Ultramarinas existentes (Angola, Cabo Verde, Guiné, Índia, Macau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, e Timor), foi a Índia a primeira a perder-se, devido à invasão levada a cabo pela União Indiana em Goa, Damão e Diu, em 1961.
Nas Províncias de Cabo Verde, Macau, São Tomé e Príncipe, e Timor, praticamente não existiu Guerra, embora Timor tivesse sido invadida pela Indonésia em 1975.
A Liga dos Combatentes (antiga Liga dos Combatentes da Grande Guerra de 1914-1918), conseguiu inaugurar em 1994-01-15 um Monumento alusivo à Guerra do Ultramar, situado junto ao Forte do Bom Sucesso em Pedrouços (Lisboa), constando no muro do referido Forte, placas de mármore com as patentes e os nomes dos 9.196 militares que tombaram ao serviço da Pátria, e que agora quase passam por desconhecidos, onde portanto esta Comissão foi verificar se constavam os oito que se contabilizaram no Concelho de Caminha (naturais e residentes).
Efectivamente constavam sete, faltando portanto um, que era o LINO PEREIRA FRANCO, o qual, como tinha sido mobilizado através da Província Ultramarina de Moçambique, não tinha sido contabilizado como mobilizado pela Metrópole (Continente).
Tratou esta Comissão, junto da Liga dos Combatentes, para que o assunto fosse considerado, e depois das confirmações que a referida Liga teve de efectuar, constatou-se neste ano de 2008, que o LINO já consta no mural do Forte do Bom Sucesso.
Já foi dito neste Jornal, de que a primeira notícia alusiva ao Monumento em questão foi publicada no n° 189 , Ano XIII, de 2000-02-15 por Manuel Pereira Amial, que se deslocou a Lisboa com Francisco Emílio Fontainha Presa, os quais tinham participado na referida Guerra em 1970-1972 e 1972-1974, nas Províncias de Moçambique e Guiné, respectivamente, ao serviço do Exército.
Naquela data, nem sequer imaginavam de que passados 3três anos, viessem a fazer parte desta Comissão, a qual foi constituída em 2003, inicialmente apenas por sete elementos.
Também naquela data não tinham localizado os restantes três do concelho, devido ao facto de não existir levantamento dos mesmos. Entretanto, sabe-se que o Furriel ANTONIO DA CUNHA FRANCO e o Soldado MARIO MACIEL ROCHA, além de constarem no mural do Forte do Bom Sucesso, constam também nas Unidades por onde foram mobilizados, Estremoz e Amadora, respectivamente. “Ver fotos”
Está assente em definitivo desde 2008-06-1 0, que em 2009-06-07 irá ser inaugurado em Vila Praia de Âncora (Lugar de Erva Verde), não só o desejado Monumento alusivo à Guerra do Ultramar, como também a Rua dos Combatentes do Ultramar, em homenagem a todos os Combatentes da mesma do concelho de Caminha (Naturais e Residentes), cuja configuração se reproduzirá mais tarde, o qual está previsto ser executado em ferro forjado.
Nota: Os Combatentes do Ultramar que foram Condecorados com a Medalha Militar Comemorativa das Expedições das Forças Armadas, constando na página 12 da Caderneta Militar e desejem possuí-la, devem entrar em contacto com qualquer elemento desta Comissão, para elaborar um requerimento dirigido ao respectivo Estado-Maior da arma a que pertenceram.
A COMISSÃO
 
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Terça, 18 Novembro 2008 09:33
 

GARCEA - Gondarense Associação Recreativa Cultural Estudantil Agrícola

 
Breve Apresentação
 
A GARCEA – Gondarense Associação Recreativa Cultural Estudantil Agricola é uma Associação sem fins lucrativos, criada em 1972, com sede no Centro Cultural de Gondar, situado no lugar do Casal, freguesia de Gondar, concelho de Caminha.
Foi criada com o objectivo de promover actividades de âmbito recreativo, cultural e desportivo.
Ao longo da sua existência esta Associação tem vindo a desenvolver algumas actividades.
O Rancho Folclórico das Lavradeiras de Gondar foi fundado no dia 8 de Setembro de 1984, tendo como finalidade perpectuar e divulgar a cultura do povo de Gondar (Região do Alto-Minho), transmitir e partilhar a sua vivacidade, através das suas danças, cantares e trajes tradicionais.
Este grupo tem mantido ao longo dos anos uma actividade permanente e bastante dinâmica, sendo convidado para participar em diversos Festivais de Folclore e Desfiles Etnográficos.
A Equipa de Futebol GARCEA inicialmente criada a partir de um grupo de amigos e como uma forma de passatempo/lazer, em 1998 inscreve-se no INATEL. Desde então tem participado todos os anos no Campeonato Distrital do INATEL. Hoje é uma equipa mais formalizada, com o objectivo de desenvolver uma actividade desportiva com disciplina. A sua participação no Campeonato possibilita a divulgação da existência da freguesia de Gondar, levando o nome da terra a outras localidades do Distrito de Viana. Para os jogadores, o facto de pertencerem à Equipa, facilita-lhes o desenvolvimento de novas amizades, partilhando momentos de emoção, lazer e desporto.
Em 2000 a GARCEA solicitou ao Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) apoio técnico e financeiro para um Projecto de uma Empresa de Inserção, denominada “Flor do Linho”. A candidatura realizada foi aprovada no dia 18.12.2000, pelo Delegado Regional do Norte do IEFP, e a empresa de inserção foi reconhecida nesta mesma data, pela Comissão para o Mercado Social de Emprego.
  
A Empresa “Flor do Linho” surge com o objectivo de inserir sócio-profissionalmente desempregados de longa duração ou em situação de desfavorecimento face ao mercado de trabalho. Esta empresa criou 8 postos de trabalho, inserindo laboralmente, durante 7 anos, 21 pessoas residentes na freguesia de Gondar e freguesias vizinhas.
A actividade das beneficiárias inseridas consiste no tratamento do linho (desde a sementeira até à confecção do tecido) e na realização de bordados em panos de linho artesanal. Este Projecto terminou no dia 21 de Setembro de 2008.
Em 2009, a Direcção da GARCEA pretende desenvolver mais actividades que proporcionem aos Gondarenses e habitantes do Concelho momentos de convívio/lazer, cultura e desporto.
 
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Terça, 11 Novembro 2008 10:22

Mágico do Vale do Âncora ganha prémio nacional de magia
 
         Eduardo Fernandes, natural da freguesia de Vile, ganhou no passado mês de Setembro um prémio no Festival Internacional Magic Valongo. Desde muito jovem que nutre o gosto pela magia, aos 14/15 anos já encantava colegas e professores na escola que frequentava.
         Com formação autodidacta foi-se aperfeiçoando ao longo do tempo. Neste momento participa nos mais variados eventos sempre que solicitado.
         Nos últimos sete anos tem participado no Festival Internacional Magic Valongo, único festival a nível nacional, onde logrou obter o segundo lugar no concurso realizado na categoria de Close-up, magia de proximidade.
         Durante o mês de Setembro foi representar Portugal no campeonato de magia realizado no Principado de Andorra, o País dos Pirenéus. Embora não tenha conseguido ganhar um prémio, trouxe o apoio dos muitos portugueses radicados naquele pais, muito em especial de todos oriundos do Vale do Âncora.
 
                                                                                     José Gaspar

 
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